Gil Maia – Bálsamo
A Galeria Sete inaugura sexta feira no dia 5 de maio, das 17h às 20h, a exposição “Bálsamo” do artista plástico Gil Maia. Esta exposição estará patente até ao dia 17 de julho de 2026. A entrada é livre e todos são bem-vindos!
O mote da exposição de Gil Maia é a frase de F. Nietzsche – “A arte existe para que a realidade não nos destrua”.
Esta exposição faz parte da programação convergente do Anozero’26 – Bienal de Coimbra!
Na folha de sala da exposição, pode ler-se um texto de Gil Maia:
““A arte existe para que a realidade não nos destrua” F. Nietzsche
Nietzsche sublinha a importância da arte na existência humana e defende mesmo que esta existência deve ser encarada como se fosse uma obra de arte. Abraçando este conceito propus-me a encontros com diversas obras de arte as quais me suscitaram interesse estético para as composições desta nova colecção de pintura. Não são interpretações, são pontos de partida para novos desafios e para as devidas homenagens.
O momento é mais que oportuno, já que a incerteza, a brutalidade e a distopia se instalaram novamente para nos desassossegar e angustiar. Mas como contraponto, e corroborando o filósofo, a arte ampara-nos, entrega-nos à utopia, à ilusão, ao encontro com a nossa transcendência. Permite-nos escapar, ainda que momentaneamente, ao excesso de realidade e ao sofrimento, para que nesse refúgio possamos sentir o verso do ódio, o prazer de ser, o prazer de altruir. E para que, enquanto criadores, possamos aceder à nossa força vital e à nossa maior autenticidade. A arte não nos salva mas é um lugar de apaziguamento e um eterno bálsamo.
Gil Maia, 2026”
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